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Comprar ou não comprar? Eis a questão para o Corinthians com Talles Magno
Matheus Fiuza

Jornalista formado pelo Mackenzie. Há 24 anos respirando e vivendo o Corinthians. Desde novembro de 2023 escrevendo para o Meu Timão.

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Comprar ou não comprar? Eis a questão para o Corinthians com Talles Magno

Coluna do Matheus de Oliveira Fiuza

Opinião de Matheus Fiuza

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Comprar ou não comprar? Eis a questão para o Corinthians com Talles Magno

Talles Magno é o artilheiro do Corinthians em 2025, com cinco gols

Foto: Wanderson de Oliveira / Meu Timão

O renomado escritor William Shakespeare ficaria encantado pela atual situação de Talles Magno no Corinthians. Artilheiro do clube em 2025, o atacante está emprestado ao Timão até o meio do ano, mas possui um valor consideravelmente alto para a aquisição em definitivo. Afinal, a dúvida entre comprar ou não comprar vai muito além do campo filosófico.

Contratado junto ao New York City FC, dos Estados Unidos, em agosto do ano passado, com opção de compra ao término do vínculo (30 de junho). Caso opte por assegurá-lo, o Timão deve pagar aos norte-americanos 13,5 milhões de dólares (cerca de R$ 77 milhões atualmente); se escolher não comprar, o Corinthians pagará 1,5 milhão de dólares (8,5 milhões) pelo empréstimo ao fim do período.

É óbvio que há ainda pouco mais de quatro meses para as partes terminarem o vínculo, caso não haja qualquer extensão para até o fim do ano, que seria o melhor cenário possível dadas as projeções do Corinthians na temporada. Entretanto, futebol é planejamento, e com um time que não pode ser dar ao luxo de errar em investimentos, fruto das dívidas acumuladas ao longo da última década pelas gestões passadas, tudo precisa ser colocado na ponta do lápis.

Desde que chegou ao Parque São Jorge, Talles Magno trouxe uma característica que faltava ao elenco. Com a saída de Wesley, o Corinthians não tinha um jogador com a capacidade de drible e habilidade do atacante revelado pelo Vasco. O início promissor mostrou que a contratação daria boas alegrias ao torcedor.

No entanto, o atacante conviveu com a concorrência no setor, agravada pela chegada de Memphis Depay e o momento mais que artilheiro de Yuri Alberto, em um novo sistema com Ramón, sem pontas e com dupla de ataque. Apesar da versatilidade, Talles não é o jogador ideal para ser um meio-campista nas ponta do losango, embora tenha potencial para ser um camisa 10 do time. Mas um tal de Rodrigo Garro domina esse papel.

Sempre que acionado, se mostrou um ótimo 12º jogador, a opção preferida do torcedor para mudar o ritmo do ataque e oferecer opções de criatividade ao setor ofensivo - não à toa, aproveitou as chances no início de 2025 para criar uma pulga atrás da orelha de Ramón. Cinco gols em nove jogos, somados ao histórico dos primeiros meses, valem os 13,5 milhões de dólares? Uma rápida comparação com números do Transfermarkt:

  • Paulinho (Atlético-MG para o Palmeiras, por 18 milhões de euros, à época R$ 115 milhões);
  • Facundo Torres (Orlando City-EUA para o Palmeiras, por 14 milhões de dólares, à época R$ 85 milhões, já incluindo bônus);
  • Benjamín Rollheiser (Benfica-POR para o Santos, por 11 milhões de euros, à época R$ 66 milhões).

Os três nomes mencionados estão no top-5 das principais contratações do futebol brasileiro neste ano. Paulinho e Rollheiser são nomes mais experimentados no mercado e que já demonstraram sucesso (no Brasil e Argentina, respectivamente), enquanto Torres tenta se provar em um nível mais alto.

Aos 22 anos, ele é mais novo que os três citados (todos com 24). Encontrar um jogador da qualidade, comprometimento e versatilidade de Talles Magno não é fácil, ainda mais em um mercado de transferências cada vez mais inflacionado. É um reserva que já demonstrou ter capacidade para ser titular, mas que enfrenta tem nomes pesados à frente.

Como mencionei no início, o ideal é tentar prorrogar até dezembro, tirando quaisquer preocupações para o planejamento. Ainda há muita temporada até junho, mas eu não me incomodaria se o Corinthians apertasse o gatilho para ter Talles Magno pelo valor pré-estipulado. Se, por um acaso, o valor for renegociado e seja diminuído, não há dúvidas da compra definitiva.

Um dilema que pode guiar a filosofia e ambições do Corinthians como clube em 2025.

Veja mais em: Talles Magno.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Matheus de Oliveira Fiuza

Jornalista formado pelo Mackenzie. Há 25 anos respirando e vivendo o Corinthians. Desde novembro de 2023 escrevendo para o Meu Timão.

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