O momento é de preocupação, mas sem caça às bruxas
Opinião de Roberto Gomes Zanin
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Fagner é um dos que estão em má fase
Foto: Agência Corinthians
Amigos e Amigas Fieis:
Antes de falar sobre o Timão, vou desentalar um sapo que está na minha garganta.
É insuportável acompanhar um campeonato que é interrompido a toda hora por causa da Seleção.
Ok, você pode dizer: “Zanin, vocês são engraçados. Quando o time joga desfalcado por causa da Seleção, vocês reclamam. Quando o campeonato para, também reclamam".
Pois é. Mas é um parto. O time vinha embalado e teve que ficar duas semanas sem jogar.
Perdeu o ritmo. Depois para de novo e o bom futebol não voltou.
Mas falemos do time.
Acompanhado os leitores do Meu Timão que se manifestam no Fórum, vejo um certo exagero nas críticas ao time e ao treinador.
Menos, pessoal. Menos. Chamar o Carille de burro, de paneleiro, execrar jogadores que vivem má fase, não me parece sensato. Por outro lado, não podemos enfiar a cabeça na terra, como avestruz. Os problemas da equipe do segundo turno são nítidos.
Salta os olhos a má fase de vários jogadores que foram destaque no Paulistão e no Primeiro Turno do Brasileiro.
Destaco Fagner (Seleção subiu à cabeça?), Pablo (depois que percebeu que não vai ficar, curiosamente, vive contundido), Arana (contusão mal curada ou excesso de “amores”?), Maycon (não marca e não cria), Rodriguinho (com as pernas pesadas e raciocínio lento), Jadson (não recuperou o bom futebol depois das fraturas nas costelas. Faz tempo...), Romero (parece que as convocações e titularidade na seleção do Paraguai fizeram ele “se achar” mais do que realmente é).
Puxa, Zanin, mas você acabou de falar que não devemos execrar os jogadores e corneta os caras?
Calma. Apenas constato que vivem má fase e, observando o pique e a forma física do tome como um todo, percebo que o time está mais lento e pesado do que estava no primeiro turno.
Analisemos as partidas do segundo turno.
Fomos dominados pelo Vitória; ganhamos jogando mal contra a Chape e perdemos para o lanterna na Arena.
Alguns bons resultados vieram porque, apesar dos problemas, esse time tem uma virtude. Ele se recusa a perder.
Foi assim contra o SPFC, contra o Cruzeiro, contra o Vasco e, inclusive, contra o Coritiba. Lembrem que o jogo estava enroscado até metade do segundo tempo.
Além disso, a acomodação sempre espreita o time quando a vantagem de pontos fica maior.
Foi assim durante todo o campeonato. Contra o Bahia, a equipe parecia satisfeita com o empate, em vez de ambicionar uma vitória, que deixaria a equipe 13 pontos à frente do Santos, pressionando o time praiano.
A fotografia que tiro do time hoje é a de uma equipe esgotada física e tecnicamente. Comparo o Corinthians a um corredor de maratona que disparou na frente, tem um terço do percurso a percorrer e começa a sentir o cansaço do caminho. Espero que consiga administrar a vantagem até romper a fita de chegada.
Ou, melhor ainda, que o incentivo da torcida e o brilho da taça sirvam como doping do bem para que a equipe se supere.
E vejamos o lado bom. Se eu dissesse, antes do campeonato, que o Corinthians, faltando dez rodadas para o final, estaria sete pontos à frente do segundo colocado, você acreditaria?
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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