Não basta só marcar e defender
Opinião de Roberto Gomes Zanin
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Clayson poderia ter sido útil no Morumbi
Foto: Daniel Augusto Jr. Agência Corinthians
Parece óbvio, mas se uma equipe se limitar a marcar, marcar e marcar, e jogar com a missão exclusiva de impedir que o adversário lhe cause dano, conseguirá, no máximo, empatar.
O Corinthians teve essa postura contra o SPFC e conseguiu perdeu para o costumeiro freguês.
Sou fã do estilo Mano-Tite-Carille de ser, que nos deu tantos títulos. Mas essa filosofia vive no fio da navalha e flerta com a inanição do ataque.
Mesmo no ano passado, eram raras as incursões do Corinthians ao ataque, quando atuávamos fora de casa.
O foco da equipe e o índice de aproveitamento de Jô foram tão grandes, que amenizavam o problema.
Em 2017 vivemos a outra face da moeda desse sistema. O melhor dos mundos. Sair na frente do placar e ver o adversário, em desespero, investir inutilmente na muralha do nosso sistema defensivo.
Agora, sem um atacante que preste, não dá para apostar apenas na solidez do bloqueio. É preciso ter momentos de estocadas no rival, para impor respeito. Nesse sentido, a ausência de Clayson fez falta. Ele poderia ser o autor dessas aões no campo adversário, o desafogo da defesa e a velocidade no contragolpe para. Sem ele, a presença de Pedrinho de um lado e Vital do outro, poderia preocupar mais o dono da casa.
Mesmo assim, o SPFC quase não deu trabalho a Cássio. Fizeram um gol em rara falha alvinegra em jogos grandes, em que a característica dos nossos jogadores é foco total e margem de erro zero.
O clima criado para o jogo da volta deve ser bem absorvido.
Não podemos ficar pilhados demais. Jogo tumultuado e truncado interessa ao rival.
E continua a campanha #queremosartilheiro!
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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