Corinthians e Caixa pedem suspensão do processo pela quinta vez
Informação de Roberto Piccelli
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Imagem aérea da Arena Corinthians na noite de anúncio do Naming Rights
Foto: JP Drone
A Caixa Econômica Federal e a Arena Itaquera S.A., empresa que controla a Neo Química Arena, apresentaram ontem um pedido ao juízo da 24ª Vara Cível Federal de São Paulo para que a execução proposta pelo branco permaneça suspensa por mais 90 dias para que as partes sigam negociando uma solução amigável.
Depois do primeiro pedido de suspensão, por 60 dias, em 28 de novembro de 2019, já tinham sido protocolados nada menos que outras três outras solicitações para que o prazo fosse renovado. A tendência natural é que a juíza não crie dificuldades. Ainda assim, um novo pedido, na maior extensão até aqui - todos os pedidos anteriores foram de 60 dias ou menos - a uma semana de se completar um ano de suspensão, é um sinal forte de que as negociações não têm avançado.
A declaração do presidente Andrés Sanchez de que divulgaria duas “bombas” havia gerado a expectativa em parte da torcida de que seria anunciado algum tipo de acordo com a Caixa antes do encerramento do seu mandato. Aparentemente, porém, a diretoria não foi capaz de chegar a uma composição com o banco.
A cláusula sétima do contrato com a Caixa prevê consequências severas caso o clube não consiga normalizar o pagamento da dívida ou as partes não consigam se ajustar amigavelmente.
Além da perda dos direitos relacionados à administração do estádio, bens do Corinthians podem ser objeto de medidas constritivas, como o imóvel do Parque São Jorge e as cotas do fundo que é dono do estádio. Qualquer dessas garantias pode ser executada pelo banco, a seu critério, nos termos do § 2º da cláusula. O clube também pode sofrer bloqueios em suas contas, como a Caixa já solicitou antes da suspensão.
Valores: a Caixa alega que a dívida corinthiana está em R$ 536 milhões após juros e correção enquanto o Timão quer pagar R$ 470 milhões pelo financiamento.
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