Mauro Falsetti
Sua afirmação parte de uma premissa falsa. Não foi o modelo associativo que levou o Corinthians a essa dívida, mas sim a má gestão. É preciso desmistificar essa ideia de que SAF é uma maravilha e modelo associativo é sempre ruim.
As maiores forças do futebol brasileiro nos últimos anos são modelos associativos, que passaram por endividamento grande e, com boa gestão e medidas de governança, se consolidaram como as maiores forças da América.
Enquanto isso, temos a experiência do Vasco, que simplesmente quebrou com a sua SAF e o Figueirense, que caiu para a série C, onde ocupa atualmente a 14a posição. O Atlético Mineiro está com dificuldades financeiras e mesmo o Botafogo, que teve êxito, está num imbróglio com o Lyon que não sabemos ainda onde vai acabar.
Isso quer dizer que o modelo associativo é melhor? Não! Quer dizer que o mais importante é ter uma gestão boa, profissional e eficiente, com planejamento de curto, médio e longo prazo. Para garantir isso, é preciso ter uma governança que permita fiscalização e transparência, para que qualuqer desvio seja identificado e corrigido.
SAF ou modelo associativo? Tanto faz, desde que a gestão seja boa e blindada contra oportunistas.
em Bate-Papo da Torcida > O modelo associativo levou o Corinthians à dívida bilionária. E agora?
Em resposta ao tópico:
Prestem atenção nessa imagem.
Em 2007, a dívida do Corinthians girava em torno de R$ 100 milhões. Hoje já ultrapassa R$ 2,5 bilhões.
Isso mesmo: multiplicou por 25 vezes em menos de 20 anos. Tudo isso dentro do modelo associativo, onde dirigentes administram o clube sem assumir riscos pessoais e deixam o prejuízo sempre para o Corinthians.
O resultado é claro: o clube da maior torcida do Brasil, dono de uma das marcas mais valiosas do futebol mundial, está afundado em dívidas, sem crédito no mercado e refém de contratos obscuros e gestões políticas. A verdade é dura: quem paga a conta é sempre o Corinthians — nunca os dirigentes.
Chegou a hora de encarar a realidade e discutir saídas concretas:
* SAF: trazer investidores, injetar capital imediato e profissionalizar de vez a gestão.
* Abertura de capital/mercado: emitir ações, dar transparência e implantar governança de verdade.
* Ou seguir no amadorismo: fingir que “vai arrumar a casa”, enquanto a dívida pode facilmente chegar a R$ 5 ou 10 bilhões em poucos anos.
A pergunta é simples: queremos um Corinthians forte, moderno e competitivo, ou continuaremos presos a um modelo ultrapassado que só gera dívida e vergonha?
O sistema atual já custou caro demais. Ou mudamos agora, ou o Corinthians corre o risco de se tornar o maior exemplo de como destruir um gigante do futebol mundial.

