Ralf e Jadson: Tiago Nunes está coberto de razão
Opinião de Ana Paula Araújo
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Tiago Nunes já chegou promovendo mudanças no Corinthians
Foto: Danilo Fernandes/ Meu Timão
A chegada de Tiago Nunes e o anúncio de que o treinador não iria contar com esses dois vitoriosos jogadores para a temporada 2020 causou uma chuva de comentários entre a Fiel. O mais incrível é que, apesar da temporada pífia - principalmente de Jadson - muita gente ainda gostaria que os meias permanecessem no elenco.
Reprodução Internet
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Como claramente expresso no título da minha coluna, concordo em gênero, número e grau com Tiago Nunes.
Jadson participou de 18 jogos no Brasileirão e é apenas o 558º em passes para gol. 508º em passes para finalização, nenhum convertido. Sabe quem fica na frente do meia-armador da equipe corinthiana? Carlos Augusto, que participou de 15 jogos pelo campeonato nacional e está em 242º em passes para marcar um gol.
Ralf, por sua vez, não está mal no ranking FootStats. No Brasileiro o volante participou de 23 jogos e desarmou 53 vezes, isso o deixa em 33º dentre os jogadores do campeonatos. Mas então, qual o problema? Por que não manter o primeiro volante na equipe? No ranking de passes, Ralf aparece em 125º, ficando atrás do concorrente, Gabriel.
Não se faz mudanças sem quebrar alguns ovos. A torcida mesmo queria um time mais ofensivo, portanto, não faz sentido ficar com Jadson - praticamente ineficiente e fora de forma - e nem com Ralf - com pouca habilidade na saída de bola. “Sacrificar” dois ídolos e medalhões que já não podem mais render o que rendiam e que oneram bastante a folha de pagamento, faz parte do processo. Cabe ao torcedor saber separar o jogador do ídolo.
Como ídolos, são incontestáveis.
Ralf formou, ao lado de Paulinho, uma das duplas de volantes mais fortes do Brasil. Venceu títulos importantíssimos, inclusive a tão sonhada Libertadores da América e o Mundial de Clubes.
Jadson, por outro lado, chegou numa troca polêmica com Alexandre Pato e logo caiu nas graças da Fiel. Homem das bolas paradas, fez a alegria da torcida não só com gols de falta, como com assistências. Ao lado de Renato Augusto, comandava aquele meio-campo fantástico.
As suas histórias jamais serão esquecidas, seus feitos serão contados aos seus filhos, aos filhos dos seus filhos e assim por gerações. Mas suas páginas já foram escritas, tudo tem seu fim. Menos o Corinthians, esse fica.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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