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Corinthians x Flamengo: quando vestir a camisa é mais do que jogar bola
Ana Paula Araújo

Engenheira de formação, mas corinthiana de alma. Deixei a profissão para fazer parte dessa família desde 2013.

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Corinthians x Flamengo: quando vestir a camisa é mais do que jogar bola

Coluna da Ana Paula Araújo

Opinião de Ana Paula Araújo

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Corinthians x Flamengo: quando vestir a camisa é mais do que jogar bola

Corinthians x Flamengo: quando vestir a camisa é mais do que jogar bola

Foto: Wanderson Oliveira / Meu Timão

O título desta coluna é um pouco vago, mas eu vou logo esclarecer que ela fala sobre um jogador que tem me cativado pelo seu jeito Corinthians de ser. Porque ele parece que nasceu para jogar aqui e incorpora perfeitamente espírito dessa nação. Estou falando do nosso protagonista, Yuri Alberto.

Yuri Alberto não é unanimidade e talvez nunca tenha sido, mas é justamente aí que mora sua grandeza. Em um clube como o Corinthians, onde a cobrança é diária e a arquibancada não perdoa a apatia, ele escolheu o caminho mais difícil: o da entrega absoluta. Yuri não se esconde, não se poupa e não terceiriza responsabilidade. Ele corre, briga, apanha, levanta e continua. Em tempos de jogadores que parecem vestir a camisa apenas por obrigação, ele a veste como compromisso.

É verdade que Yuri perde gols. Alguns doloridos, outros inacreditáveis. Mas também é verdade que ele faz gols improváveis, daqueles que ninguém espera, como esse contra o Flamengo na finalíssima da Supercopa. Esse foi um daqueles tentos que pedem mais alma do que técnica, e o Yuri tem alma de sobra. O Corinthians sempre foi isso: raça, insistência e fé até o último minuto. Yuri encarna esse espírito. Ele erra tentando e isso, para quem entende o clube, pesa menos do que a omissão.

O mais importante é como ele se comporta mesmo nos momentos difíceis. Quando a fase não é boa, ele não foge, não se esconde do jogo, não abaixa a cabeça para a pressão. Ao contrário, pede a bola, chama a responsabilidade, se oferece. Isso cria identificação. A torcida pode até reclamar, mas reconhece quem luta. E Yuri luta como poucos.

Na final deste domingo, vencida por 2 a 0, sua importância foi evidente mesmo sem precisar entrar em qualquer análise técnica. Ele estava ali, presente, inteiro, jogando como se fosse como se valesse mais do que um título, como se valesse honra. É esse tipo de jogador que sustenta conquistas e constrói memória afetiva.

No balanço geral, o saldo é positivo. Não porque ele seja perfeito, mas porque ele é verdadeiro. Yuri Alberto sente o Corinthians, sofre com o Corinthians e vence com o Corinthians. E, no fim das contas, é isso que a Fiel sempre pediu: alguém que dê o sangue, mesmo sabendo que vai sangrar.

Sim, essa coluna é descaradamente para celebrar Yuri Alberto. Sim, eu sei que o Corinthians fica e o jogador passa, mas enquanto jogadores que dão a alma estiverem aqui, eu vou celebrá-los sem vergonha alguma.

Obrigada, Yuri! Obrigada por estar aqui quando ninguém mais queria. Obrigada por superar até seu psicológico, que, por vezes, ficou abalado. Obrigada por não desistir. Obrigada por ter aguentado humilhações sem se exaltar e provado que de burro não tem nada, pelo contrário.

Obrigada, obrigada e obrigada! E que em 2026 você traga mais títulos para a Fiel!

Vai, Corinthians!

Veja mais em: Yuri Alberto, Supercopa do Brasil, Corinthians x Flamengo e Títulos do Corinthians.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Coluna da Ana Paula Araújo

Por Ana Paula Araújo

Torcedora fiel e Coordenadora de Comunidade no Meu Timão desde 2013. Unindo paixão e trabalho há mais de dez anos!

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