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Corinthians denunciado e o casuísmo do Artigo 191
Ana Paula Araújo

Engenheira de formação, mas corinthiana de alma. Deixei a profissão para fazer parte dessa família desde 2013.

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Corinthians denunciado e o casuísmo do Artigo 191

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Corinthians denunciado e o casuísmo do Artigo 191

Baile em Itaraque no telão durante jogo contra o Vasco

Foto: Reprodução/Corinthians

A denúncia contra o Corinthians pelo "Itaquera virou baile" no telão é o exemplo perfeito de como a Justiça Desportiva, às vezes, perde a mão na dose.

O uso do Artigo 191 do CBJD, nesse caso, escancara um problema crônico, que é a transformação de um dispositivo legal em um coringa para punir qualquer coisa. É um dos artigos mais usados para denunciar clubes, justamente por sua amplitude e casuísmo.

Reprodução/STJD

Regras existem para ser cumpridas e o rigor é necessário em muitos casos, mas o que estamos vendo com a aplicação do Artigo 191 do CBJD é um exagero que beira o absurdo.

O grande problema é que esse artigo virou uma espécie de pretexto jurídico. Ele é tão vago que permite enquadrar qualquer coisa como descumprimento de obrigação, transformando uma provocação leve e saudável em uma infração disciplinar pesada.

Ao tentar higienizar o ambiente do estádio a esse ponto, a Justiça acaba apagando o que o futebol tem de melhor, que são a paixão, a emoção e aquela zoação sadia com o rival que alimenta as arquibancadas, as mesas de bares e as casas há décadas. É o que atrai um público tão cativo para o estádio e tornou o futebol o esporte mais amado do planeta.

Transformar uma frase de celebração em um processo judicial é ignorar a cultura do futebol e faz com que o esporte passe a perder o que atraiu milhões de pessoas: a sua passionalidade. Não se pode mais ter emoção ou mesmo rir do rival que perdeu?

Quando o sistema começa a punir o folclore e a diversão, ele banaliza a própria justiça. Se tudo vira denúncia, as questões que realmente importam, como a violência real, o racismo ou a manipulação de resultados, perdem o peso que deveriam ter.

Precisamos de um futebol organizado e com regras claras, sim, mas não de um esporte robótico e sem alma, onde a alegria de ganhar e provocar o adversário seja tratada como um crime administrativo. É preciso ter critério para que a lei sirva para proteger o jogo, e não para matar a sua alma.

O Corinthians, mal administrado e cada vez mais perdendo o respeito no meio esportivo, virou a vítima perfeita para as decisões questionáveis do STJD.

Veja o caso de Hugo Souza, denunciado por reclamar da arbitragem. Obviamente, a linha entre opinião e difamação é tênue. Por conta disso, é preciso aprender a criticar, mas o ato em si não deveria ser punido, pois isso fere um direito fundamental: o de se expressar.

No fim, é preciso equilíbrio, já que regras são importantes, mas não podem sufocar a essência do futebol, que vive da emoção, da rivalidade e da liberdade de se expressar.

Veja mais em: STJD e Corinthians x Vasco da Gama.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Coluna da Ana Paula Araújo

Por Ana Paula Araújo

Torcedora fiel e Coordenadora de Comunidade no Meu Timão desde 2013. Unindo paixão e trabalho há mais de dez anos!

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    @joao-lucio-neto em

    Eita Corinthians! Todos contra, pois falar mal do Timão dá Ibope.

    Não me lembro de qualquer citação ao Palmeiras por mudar a letra do Hino Nacional Brasileiro. Ah, isso pode.

    Não me lembro de qualquer citação ao São Paulo, por colocar faixas provocativas no seu estádio. Ah, isso pode!

    Não me lembro de qualquer citação ao Santos por dizer que 'Aqui nascem as lendas'. Ah, isso pode!

    Mas, 'Baile em Itaquera', ah, isso não pode!

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    Valmir 1 comentário

    @valmir.miguel em

    E as pepas que conta o hino nacional diferente!
    Eles não falam nada!

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    Concordo com você

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    No jogo do Varmengo tem uma faixa no escanteio com o mesmo teor, quer apostar que não haverá punição?

    Sequer alguma nota da imprensa

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    55º. @carlos.tadeu.stoduto em

    Eu colocaria no próximo jogo a frase, "O juiz estava de Chico hoje", e esperava o STJD se manifestar...
    A questão é:, nosso jurídico é forte?, ou só contém nos vitalícios meros desembargadores, juízes, advogados inativos para as leis...

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    Carlos 10173 comentários

    54º. @carlos.tadeu.stoduto em

    Na frase do telão não cita nome de clube e ou pessoa...
    Argumento lógico...

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    Mario 118 comentários

    53º. @mario.souza.filho em

    Zoar time do Rio de Janeiro é inadmissível! Kkkkkk... É muito humilhante pra eles!
    Não teve nada de ofensivo na frase. Se fosse contra qualquer time de outro estado não ia pegar nada, mas do Rio não pode.
    Demais isso. VAI CORINTHIANS!