O clássico entre Corinthians e Palmeiras mostrou muito mais do que aparenta
Opinião de Ana Paula Araújo
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Gabriel Paulista duelando com um jogador do Palmeiras
Foto: Jhony Inácio / Meu Timão
O Corinthians empatou com o Palmeiras neste domingo, mas, para além do jogo, a equipe deu uma resposta que ninguém esperava nesse Dérbi. Jogando em casa, o time foi para cima do adversário com uma postura de quem queria o jogo, bem organizado e com uma proposta que fazia tempo que a gente não via. A equipe teve a bola, tentou propor o jogo e parecia que ia tomar conta do partida.
Só que futebol desse tamanho não perdoa amadorismo e a expulsão do André Luiz jogou todo o planejamento no lixo destruindo o psicológico dos atletas. Depois que o Matheuzinho saiu também, o jogo virou sobrevivência pura. Não tem como passar pano! Se o Corinthians quer brigar por algo grande, tem que parar de perder a cabeça, já que entrega a gente viu que tem, mas falta maturidade para não cair na pilha rival.
Agora, o que não dá para ignorar é a entrega desses caras. Jogar com dois a menos contra o maior rival e não desistir é para poucos. O time se fechou, mordeu em cada dividida e honrou a camisa com uma resistência que o torcedor estava com saudades de ver. Foi um empate na raça, na base do espírito coletivo e da organização que sobrou mesmo no caos instaurado.
Dava para ter saído com a vitória? Dava. Aquela bola no pé do Yuri Alberto era o lance da vida e era para consagrar o esforço de todo mundo, mas faltou frieza na hora de anotar. Fica aquele gosto amargo porque o roteiro estava pronto para ser épico e ser mais um embate para entrar para a história desse clássico.
E a arbitragem, bom, é o de sempre, já que a cotovelada no Bidon passou batido, nem o VAR quis saber. Num jogo decidido nos detalhes e no cartão, um lance desses mudaria tudo. Mas a nossa diretoria não tem moral nem no Parque São Jorge, imagina para cobrar a CBF.
No fim das contas, saímos com um ponto, mas também com um norte. Esse time mostrou que sabe competir quando quer. O próximo passo é aprender a controlar o emocional, porque a loucura do Diniz tem que ficar só na estratégia dele. Os jogadores precisam de gelo no sangue, porque domingo foi só uma amostra do que espera a gente nas batalhas campais que são os jogos da Libertadores.
Vai, Corinthians!
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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