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Dérbi pode marcar virada de chave para Dorival Júnior no Corinthians
Felipe Sales

Jornalista formado pela Universidade Paulista e pós-graduado em jornalismo esportivo na Cásper Líbero. A vida me fez Corinthians e fiz do Corinthians a minha vida.

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Dérbi pode marcar virada de chave para Dorival Júnior no Corinthians

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Dérbi pode marcar virada de chave para Dorival Júnior no Corinthians

Dorival Júnior durante confronto do Corinthians

Foto: Wanderson Oliveira / Meu Timão

O Corinthians encara o seu maior rival nesta quarta-feira, às 21h30, na Neo Química Arena, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Só o fato de ser um Dérbi já carrega um peso especial. Mas, para além da rivalidade, o clássico contra o Palmeiras pode representar uma virada de chave para o trabalho de Dorival Júnior, que ainda busca sua afirmação no comando do Timão.

Pela primeira vez desde que chegou ao clube no fim de abril, Dorival terá à disposição o trio GYM — Garro, Yuri Alberto e Memphis Depay. Os três principais jogadores ofensivos da equipe estão de volta na partida mais importante do ano.

Dias atrás, me deparei com um vídeo do jornalista Bruno Vicari, da ESPN, resgatando momentos em que o Palmeiras teria “reerguido” o Corinthians em tempos difíceis. Uma citação bem justa, sim, mas que nos leva a outra reflexão: não é o Palmeiras que reergue o Corinthians, é o Corinthians que faz do Dérbi o seu trampolim para momentos inesquecíveis.

É a velha mística corinthiana, que não se explica, apenas se sente. E não há cenário melhor para reacendê-la do que um Dérbi. Seja em meio a uma eliminação vexatória na Pré-Libertadores, um auxiliar assumindo o cargo de técnico pela primeira vez, ou passando por um erro bizarro de arbitragem. Uma queda de desempenho de uma equipe limitada ou uma sequência de gestões que arruinaram o clube e o colocaram à beira do rebaixamento.

Historicamente, é comum ver o Timão reagir diante do Palmeiras. Em 2011, após a eliminação para o Tolima na Pré-Libertadores, o Corinthians respondeu vencendo o rival dias depois e, posteriormente, eliminou o Palmeiras na semifinal do Paulistão. Em seguida, iniciou uma jornada que culminou em títulos do Brasileirão, da Libertadores, do Mundial, da Recopa e de mais um Paulista.

Ou então em 2017, quando o árbitro confundiu Gabriel com Maycon e expulsou o jogador errado. Mesmo com um jogador a menos, o time de Carille venceu com gol de Jô, que voltava ao clube desacreditado e terminou o ano como artilheiro e campeão brasileiro. Ali foi o ponto de virada. Aquela campanha do heptacampeonato ainda contou com o "pão" de Neto antes do Dérbi do segundo turno.

Mais recentemente, em 2024, Ramón Díaz engatou sua melhor sequência no comando do Timão justamente depois de um clássico. O Corinthians estava na zona do rebaixamento e, a partir daquele clássico, subiu até conquistar vaga na Pré-Libertadores.

A verdade é que o Dérbi é um ponto fora da curva, uma partida onde o momento pouco importa. Política conturbada, crise técnica, desconfiança da torcida — tudo isso precisa ser deixado de lado. O que se exige é entrega, assim como nas finais do Campeonato Paulista de 2025. E é justamente por isso que o torcedor encara esse jogo como o "da vida".

Não sou daqueles que defendem demissões a cada revés, e não creio que uma eventual eliminação nesta fase deva, por si só, encerrar o trabalho de Dorival. Mas compreendo quem pensa assim.

O que é consenso, no entanto, é que um resultado positivo diante do maior rival pode mudar a vida de Dorival Júnior no Parque São Jorge. Consolidar ideias, fortalecer lideranças e dar o impulso de que esse trabalho tanto precisa para sobreviver.

Veja mais em: Corinthians x Palmeiras e Dérbi.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Felipe Sales

Jornalista formado pela Universidade Paulista e pós-graduado em jornalismo esportivo na Cásper Líbero. A vida me fez Corinthians e fiz do Corinthians a minha vida.

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