O que o Corinthians fará após três vice-campeonatos seguidos?
Opinião de Felipe Sales
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Jornalista formado pela Universidade Paulista e pós-graduado em jornalismo esportivo na Cásper Líbero. A vida me fez Corinthians e fiz do Corinthians a minha vida.
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Elenco do Corinthians antes do duelo diante do Arsenal
Foto: Divulgação / @LibertadoresFEM
Na tarde do último sábado, o Corinthians foi superado pelo Palmeiras nos pênaltis, por 5 a 4, e ficou com o vice da Supercopa Feminina, em duelo disputado na Arena Barueri. Essa foi a terceira decisão consecutiva em que as Brabas voltam sem o título.
O fato é inédito para a equipe feminina, historicamente conhecida pela força e domínio em partidas decisivas. Desde a reativação da modalidade, em 2016, o Corinthians soma 22 títulos em 30 finais disputadas, números que ajudam a dimensionar o peso do momento atual.
Mas o que explica essa aparente inconsistência? Para além de olhar apenas para dentro do Corinthians, é necessário reconhecer a evolução da modalidade como um todo. A hegemonia construída pelas Brabas ao longo dos últimos anos forçou os adversários a se estruturarem melhor, seja com os seus elencos ou em infraestrutura. O principal exemplo é o Palmeiras, rival direto, que superou o Corinthians nas decisões do Paulistão e da Supercopa, recentemente. O rival da Barra Funda anunciou nos últimos a construção de um centro de treinamento exclusivo para o futebol feminino, com investimento na casa dos R$ 30 milhões, conta com diversas atletas de Seleção Brasileira e repatriou Bia Zaneratto, um dos grandes nomes da modalidade.
Além do Palmeiras, outras equipes passaram a brigar de forma mais consistente pelas principais competições, como Cruzeiro, São Paulo e Ferroviária. Sem esquecer trabalhos sólidos de base e continuidade em clubes como os rivais do Morumbi e Araraquara, Internacional, Botafogo e até o Flamengo.
Ainda assim, mesmo com títulos recentes no currículo, o Corinthians tem encontrado mais dificuldades para ser dominante em decisões. Isso passa por diferentes fatores: escolhas da comissão técnica que, em alguns momentos, desagradam o torcedor; indefinições da diretoria e da presidência que impactam o dia a dia das atletas, seja em relação ao pagamento de premiações anteriores, seja quanto à definição da casa da equipe no Brasileirão.
Para 2026, o clube do Parque São Jorfe anunciou cinco reforços: a zagueira Agustina, as meio-campistas Ana Vitória e Paola Garcia, além das atacantes Rhaizza e Belén Aquino. Até aqui, apenas Ana Vitória e Belén já atuaram na temporada, inclusive como titulares. Agustina segue em recuperação de um problema físico, enquanto Paola e Rhaizza ainda não foram acionadas pelo técnico Lucas Piccinato.
É justo dizer que, em alguns momentos, as críticas ao treinador soam exageradas. No entanto, o elenco atual oferece alternativas que podem — e devem — ser utilizadas para alterar o rumo das partidas. Na decisão da Supercopa, por exemplo, chamou atenção o fato de Ivana Fuso não ter sido utilizada, mesmo após boas entradas durante o Mundial. Paola Garcia e Rhaizza também poderiam oferecer novas dinâmicas ofensivas, ainda que seja compreensível a preferência por atletas com mais tempo de casa em um jogo decisivo.
Por fim, há um problema crônico que acompanha o Corinthians desde a era Arthur Elias: a baixa efetividade nas chances criadas. O desperdício de oportunidades claras pesa ainda mais em decisões. Diante do Palmeiras, o Corinthians teve ao menos quatro chances evidentes de gol, além do pênalti desperdiçado por Jhonson na disputa final, lance que poderia ter garantido o título.
A sequência de vices é fruto de uma junção de fatores. Ainda assim, o confronto diante do Arsenal, apesar do resultado final, evidenciou a força do grupo e o potencial que essa equipe tem para a temporada. Ninguém fica satisfeito com a segunda colocação, mas resta agora transformar esse momento em combustível para que o Corinthians volte ao lugar que se acostumou a ocupar: o de campeão.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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Jornalista formado pela Universidade Paulista e pós-graduado em jornalismo esportivo na Cásper Líbero. A vida me fez Corinthians e fiz do Corinthians a minha vida.
São muitos fatores mesmo mas os dois principais passam pela comissão técnica. Eles fizeram o planejamento e mantiveram o time sem força defensiva nenhuma pra temporada. A única defensora confiável é a Thaís ferreira. Letícia teles nunca deveria ter pisado no Corinthians e Tamires e Erika deveriam ser reservas.
A 1a medida seria mandar Piscinato e Ísis embora
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Concordo com você
A 1a medida seria mandar Piscinato e Ísis embora
Ammm
Se tivesse pago as brabas elas não teriam entregado os jogos...
É uma grande verdade...
Hora de mandar embora as tiazinhas veteranas do time, coloca no banco e muda a filosofia em campo...
Até no feminino agora?