O substituto ideal de Garro no Corinthians sempre esteve debaixo dos nossos olhos
Opinião de Felipe Sales
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Breno Bidon em campo contra o Mirassol
Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Desde a temporada passada, Rodrigo Garro vive uma sequência de problemas físicos que quebraram o ritmo de um dos jogadores mais importantes para o Corinthians.
Primeiro foi a tendinopatia no joelho direito, depois as dores insistentes no mesmo local e, mais recentemente, uma lesão na panturrilha. Uma série de contratempos que tirou o argentino de cena por longos períodos, e deixou o Corinthians em busca de um novo “10”.
Ramón Díaz tentou de tudo. Apostou em Igor Coronado, mas o meia também conviveu com lesões e jamais conseguiu uma sequência que sustentasse a ideia. Depois, ensaiou um modelo com três atacantes para compensar a falta do argentino. No entanto, o sistema nunca encaixou de verdade.
Dorival Júnior, ao chegar no final de abril, experimentou o 4-4-2, depois recuou e deu minutos a Breno Bidon, que parecia pronto para dar um passo além. Tentou Vitinho por dentro, procurou alternativas, mas a resposta estava bem diante dos olhos — e, ironicamente, na primeira aposta que ele mesmo fez quando assumiu o comando: Breno Bidon.
Aos 20 anos, Bidon tem tudo o que o meio-campista moderno precisa: inteligência posicional, leitura de jogo, capacidade de ditar o ritmo com passes curtos ou lançamentos e, principalmente, presença entre as linhas e chegada na área. Quando atua mais solto, com liberdade para pensar o jogo e se aproximar do ataque, o Corinthians ganha fluidez, agressividade e controle do jogo.
Não sou dos que cobram “pegada” de quem tem a bola como principal arma. É claro que Bidon pode evoluir sem ela, mas é evidente que ele rende muito mais quando tem o jogo nos pés, não quando precisa correr atrás do adversário.
Nos últimos jogos, contra Sport, Flamengo, Internacional e Mirassol, ele foi, no mínimo, um dos melhores em campo. Participativo e criativo, Breno vem provando que a solução para a posição sempre esteve dentro de casa. E assim como disse o auxiliar Lucas Silvestre na coletiva pós-jogo de sábado, ele é um coringa para o Timão.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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