A única sombra que Cássio precisa está na casa dele

Jorge Freitas

Colunista esportivo do portal 'No Ângulo', este internacionalista é mais um louco do bando e busca analisar o Timão com comprometimento com a realidade e as necessidades do maior clube do planeta.

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A única sombra que Cássio precisa está na casa dele

Até quando reclamaremos das falhas de Cássio?

Foto: Ag. Corinthians

É inevitável. Basta mais uma falha para grande parte da torcida e da imprensa levantarem a questão de que Cássio não tem uma sombra no Corinthians e, em razão disso, tem entregado mais pontos do que o normal para um goleiro do porte de sua história.

Conversa fiada.

O camisa número 12, ídolo máximo do clube nesse século ou até mesmo da história, vem de fase irregular há pelo menos três anos, desde o término do Campeonato Paulista de 2018, quando se consagrou pegando dois pênaltis no Paulistinha Day.

De lá pra cá se foram dois anos e meio com Walter como sombra, de ótima qualidade, sempre pedindo passagem, mas com dificuldades para assumir a meta por problemas físicos e pelo tamanho e grandeza do titular, que não carrega a braçadeira de capitão à toa.

No ano passado, Walter teve uma atuação simplesmente espetacular dentro da Arena da Baixada, na estreia de Vagner Mancini, que não teve coragem de bancá-lo como novo titular da equipe. Nem culpo o treinador, que nunca teve bagagem para chegar ao Corinthians e pensou que em sua maior oportunidade da vida, arrumar uma briga com o capitão e ídolo da equipe poderia ser mais prejudicial que benéfico.

No entanto, vale lembrar que Cássio já vinha em má fase, a ponto de acontecer aquele episódio fatídico da cobrança de torcedores na porta do ônibus da equipe logo após um desembarque no aeroporto.

Portanto, se o problema fosse sombra, essa seria a primeira temporada ruim dele no clube, o que não é verdade.

Até me surpreende ver tanta gente usando essa justificativa, como se um cara que ganha um salário quase que milionário precisasse de sombra para jogar bem. Aliás, a impressão que dá é que tudo o que Cássio mais tem feito é ficar na sombra, descansando, treinando pouco (como vimos naquele vídeo vergonhoso que viralizou na internet), pois não há outra justificativa para que falhe tanto há alguns anos.

Tenho quase convicção de que ele, infelizmente, só sairá de fato do time quando entregar uma classificação de mata-mata ou pontos em uma rodada crucial que fará diferença para um título ou classificação para a Libertadores do América.

Até lá, parece que está tudo bem, afinal "ele já nos deu tantos títulos", justificam aqueles que gostam de passar pano para jogador milionário em fase final de carreira.

O que incomoda é ver como treinadores assistem às falhas do camisa 12 sem colocá-lo definitivamente no banco. Não percebem que vitórias perdidas como a contra o Internacional podem custar o cargo?

Contratar alguém é impensável. Quantos clubes no Brasil possuem dois goleiros com potencial para ser titular? O Palmeiras? E a nível mundial, o PSG? É raríssimo um elenco com essa qualidade, ainda mais num clube com dificuldades financeiras como o Corinthians.

Não falta sombra para o Cássio. O que falta é qualidade, concentração, aprimoramento físico.

Nada vai apagar tudo o que ele já fez pelo clube. É simplesmente um monstro que deu alegria suficiente para ficar sempre na memória de cada torcedor corinthiano.

Entretanto, o tempo passa e, hoje, a única sombra que Cássio precisa está na casa dele, mais precisamente, a da aposentadoria. Não merece sair como Ralf e Jadson, mas sim como Danilo e Sheik, com foto com todos os troféus que ganhou no clube. Até lá, precisa ficar no banco, dar apoio ao jovem que entrar.

Na próxima segunda-feira, contra a Chapecoense na volta de 100% do público em Itaquera, o gol será ocupado provavelmente por Matheus Donelli, que terá a chance de ter seu nome gritado pela torcida e se demonstrar como um grande goleiro não para ser sombra, mas para ocupar a titularidade da meta corinthiana.

Veja mais em: Cássio.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Jorge Freitas

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