André foi 'patinho feio' na base, flertou com dispensa e reviravolta mudou sua vida no Corinthians
Opinião de Luis Fabiani
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André Luiz finalizando durante o duelo contra o Santos
Foto: Wanderson Oliveira / Meu Timão
A base do futebol brasileiro reserva grandes histórias desde sempre. De jogadores que se perderam no caminho, àqueles que sabe-se lá como chegaram no profissional, ou mesmo quem muito prometeu e não entregou. Não é diferente com o garoto André, para mim o melhor jogador do Corinthians nesses quatro primeiros jogos de 2026.
A trajetória do garoto no Terrão teve mais baixos do que altos nas categorias inferiores. Lateral de origem, foi sempre preterido por Pellegrin, titular do Corinthians na última Copinha. Na MGF Cup Sub-17 de 2023, perdeu espaço até para o ainda mais novo João Victor Jacaré, que pulou de categoria pela carência vista pela comissão técnica na lateral direita da categoria.
E os caminhos o levavam para a mesma rota da imensa maioria dos jovens da base do Corinthians. Embora sempre elogiado pela mentalidade e pelo comportamento nos treinamentos, chegou a figurar em listas de dispensa até mudar sua vida na base do Corinthians.
A mando do técnico Guilherme Dalla Déa e de seu então auxiliar Vinícius Marques no Sub-17 do Corinthians, André virou volante. Em pouco tempo, atropelou jogadores mais badalados na posição e se firmou como pilar de um Timãozinho que o tinha como motor e cérebro da equipe que viria a ser campeã paulista da categoria meses depois.
Badalado, chegou no Sub-20 com outro status e ali sabia-se que não duraria muito como jogador de base. Marcou sete gols e ficou entre os artilheiros da equipe em 2024, fase boa interrompida por uma séria lesão no joelho, que o tirou de combate por dez meses.
Nessa circunstância, voltou a se sobressair como quando era mais novo. Mentalidade firme, entrega no dia a dia e trabalho sério. Mas, em outro status, ele se tratou no profissional e, em um mês, ganhou a confiança de Dorival Júnior.
André seguirá brilhando no Corinthians e terá um futuro incrível. Mérito de sua força de vontade e da sensibilidade de quem priorizou o trabalho individual ao coletivo no Sub-17.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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