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Derrotas seguidas em clássicos mostram time sem “cara de Corinthians”
Marcelo Becker

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Derrotas seguidas em clássicos mostram time sem “cara de Corinthians”

Coluna do Marcelo Alexandre Becker

Opinião de Marcelo Becker

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Derrotas seguidas em clássicos mostram time sem “cara de Corinthians”

Foto: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

O primeiro clássico do "novo Corinthians" foi depois de poucos dias de treinamentos. O Dérbi foi realizado com apenas duas semanas de trabalho de Vítor Pereira e sua comissão técnica, diante de um rival com esquema tático absolutamente estabelecido e vencedor. Sendo assim, minha coluna sobre a derrota corinthiana não será sobre aspectos táticos e ou esquema de jogo, que são tão importantes para uma equipe.

Tampouco vou aprofundar as carências que o elenco indica ter, como na lateral pelo lado esquerdo ou na volância – volto a insistir que Cantillo não pode ser reserva de Du Queiroz, quem me acompanha sabe o quanto eu repito isso –, mas é assunto para outro momento.

Balbuena e Romero comemorando gol em Derby

Balbuena e Romero comemorando gol em Derby

Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

Dito isso, quero falar aqui sobre postura. Sobre como espero que o Corinthians encare clássicos. Logo, a crítica não será direcionada para os mais jovens do elenco, muito pelo contrário. O “recado” é para Cássio, Gil, e principalmente Renato Augusto, Paulinho e Willian. Esses últimos vieram pela grandíssima qualidade técnica, mas também por serem experientes, com capacidade de assumirem muita coisa.

Desde muito cedo aprendi que um clássico se ganha na primeira dividida, no primeiro “dedo na cara”, na imposição. E, sim, esse tipo de coisa está em falta no Corinthians em grandes jogos. Deve ser feito por grandes jogadores, por caras “pesados”; embora eu saiba que não é da personalidade de alguns, algo precisa ser feito.

Minhas referências mais recentes de como se deve enfrentar um tradicional adversário são Fabián Balbuena e Ángel Romero, sobretudo o primeiro. O zagueiro com a camisa do Timão mostrava que existem jogos nos quais palavras como “boa noite, por favor e com licença” não cabem.

“É SANGUE NO OLHO, É TAPA NA ORELHA, É O JOGO DA VIDA E O CORINTHIANS NÃO É BRINCADEIRA!”

Não por acaso essa é a música da Fiel que mais nos remete a Balbuena. Ele era assim, e mudou uma final de campeonato num jogo como visitante por ser assim.

Talvez este texto seja o mais comum dos discursos pós-derrota: “Falta raça pra esse time”. Mas no momento é o meu mais puro sentimento sobre o time em clássicos.

Seguiremos, o futebol sempre concede chances, e o elenco vai ter justamente no atual Campeonato Paulista a oportunidade de mudar isso. Muito provavelmente, para ser campeão, o Corinthians volte a enfrentar seus tradicionais adversários. Esperamos que com postura diferente: com “sangue no olho”, como jogava Fabián Cornelio Balbuena González.

Veja mais em: Campeonato Paulista, História do Corinthians e Dérbi.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Coluna do Marcelo Alexandre Becker

Por Marcelo Alexandre Becker

Gaúcho corinthiano desde agosto de 1981, formado em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Jornalismo Esportivo na Faculdade Cásper Líbero. Atua na imprensa desde 2003.

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    @dranoel em

    Raça é um conceito subjetivo, não acredito que tenha faltado ontem. Porém, clássicos se ganham nos detalhes. Se não fosse a desatenção no escanteio, poderíamos ter empatado.

    Não jogamos bem, mas acredito que isso é consequência do trabalho anterior e de um time que foi recém montado.

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    Daniel 1477 comentários

    @daniel.mendes11 em

    Acho que esse cara chama-se João Vitor.

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    Luk 2 comentários

    121º. @luk.ds em

    Agora ele voltou..

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    120º. @robson.quiterio em

    Falta isso mesmo, concordo plenamente, clássico ganha assim também, chegando junto, dando carrinho, pressão na arbitragem, vontade

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    Rafael 1795 comentários

    119º. @rafael.gilio em

    Concordo plenamente falta a boa e velha raça tão característica do CORINGÃO! Com os craques que temos hoje falta um xerife igual ao Chicão ou Balbuena na zaga e um Pitbull igual ao Ralf no meio, foi um grande erro dispensar o Gabriel não temos nenhum primeiro volante agora e ele faz falta... Nem Du Queiroz e muito
    Cantillo podem fazer a função... Eu acho que o Xavier pode ser este cara mas precisa de orientação, ganhar experiência e ter mais oportunidades

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    Laercio 1539 comentários

    118º. @laercio.tavares em

    Na verdade o Palmeiras tem sido favorecido em todos jogos com marcação de pênaltis! O Lusio dos Porcos fica sossegado que o juiz vai ajudar!

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    Tom 15 comentários

    117º. @tom.oliveira em

    Time sem identidade pois parece que acham normal perder para as pepas time sem sangue do #$!@% R.guedes uma perna, ninguém está falando mas o Paulinho está mau demais não desarma e não ataca e o Cássio sem comentários precisa de um banco urgente.