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Corinthians precisa remunerar (e bem!) os membros da sua diretoria
Ana Paula Araújo

Engenheira de formação, mas corinthiana de alma. Deixei a profissão para fazer parte dessa família desde 2013.

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Corinthians precisa remunerar (e bem!) os membros da sua diretoria

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Corinthians precisa remunerar (e bem!) os membros da sua diretoria

Corinthians precisa remunerar (e bem!) os membros da sua diretoria

Foto: Meu Timão

Você entrou aqui para me xingar, eu sei!

Como é que eu posso falar em remunerar membros da diretoria com o caos que está instalado no clube? Com tantos escândalos estourando?

Calma. Eu não estou falando de diretores estatutários — esse modelo político arcaico que ainda vigora no Corinthians. O que eu estou propondo é algo diferente: uma diretoria profissional de futebol, que o clube precisa urgentemente criar. Algo parecido com o que foi feito com o Fred Luz no Flamengo.

Estou divagando sobre uma medida intermediária: que não é SAF, mas também não mantém o poder decisório nas mãos de quem não tem preparo nenhum para isso.

Para quem não sabe, o artigo 103, inciso 7, do estatuto do Corinthians veta qualquer tipo de remuneração aos membros da diretoria. Ou seja, mesmo que a gente queira avançar, o próprio clube se engessa. E isso precisa mudar.

Estatuto Corinthians

Reprodução/Corinthians

Isso não soa estranho pra vocês? Como podemos assumir que alguém vai simplesmente deixar de lado sua vida pessoal e financeira para se dedicar exclusivamente a um clube de futebol, sem receber nada por isso?

Se a diretoria estatutária for continuar existindo, que seja apenas com a função de fiscalizar o trabalho de profissionais de mercado. É o mínimo.

Veja bem: a chance de o Corinthians se tornar uma SAF é remota. Isso teria que passar por todos os entraves do estatuto. Teria que mudar regulamento, convencer quem não quer largar o osso — e a gente sabe como isso funciona.

Por outro lado, a criação de cargos profissionais já é prevista e pode ser implementada. Já vimos isso acontecer. Basta vontade política e coragem para romper com o amadorismo.

Ao remunerar executivos, o Corinthians pode exigir resultados concretos. Um dirigente profissional tem metas, presta contas e é avaliado por desempenho — como ocorre em qualquer empresa moderna. Isso reduz decisões movidas por interesses pessoais ou políticos.

Já sabemos que diretoria voluntária atua de forma amadora e/ou parcial, acumulando erros administrativos, contratos mal negociados e perda de oportunidades. Um modelo profissional permite mais dedicação e foco total na saúde financeira e esportiva do clube.

Clubes que se profissionalizam, como Flamengo e Palmeiras, colhem resultados em campo e nas finanças. Com diretores profissionais, o Corinthians pode seguir um modelo de planejamento de longo prazo, algo impossível com rotatividade política e sem compromisso de gestão moderna.

Remunerar não significa “gastar mais”, mas sim dar ao torcedor o direito de cobrar e fiscalizar. Com salários vem também o compromisso com a ética, relatórios, transparência de decisões e prestação de contas.

Neste momento, para mim, a única saída para o Corinthians é essa. Ou esse pessoal que frequenta o Parque São Jorge levanta e sacode a poeira ou o clubinho que eles tanto amam vai afundar junto com o futebol. Não há mais saída e eles precisam ver isso se ainda querem manter um pouquinho dos seus benefícios.

Veja mais em: Diretoria do Corinthians e Estatuto do Corinthians.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Ana Paula Araújo

Torcedora fiel e Coordenadora de Comunidade no Meu Timão desde 2013. Unindo paixão e trabalho há mais de dez anos!

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    24º. @juliane-bauer19 em

    Concordo com você

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    Adalberto 2473 comentários

    23º. @betao11 em
    Muito bom esse post, parabéns.
    Se me permite vou apenas acrescentar alguns tópicos.
    - Temos que profissionalizar o clube, de ponta a ponta. Todos os diretores precisam ser remunerados mas, precisam ter a capacitação para o cargo. Esses profissionais devem ser captados no mercado de trabalho e selecionados por empresa especializada em contratação de executivos, caso contrário será mais do mesmo. - Chega de panelinha e grupos mafiosos dentro do clube.
    - O clube social precisa ser superavitário.
    - É necessário destituir todos os conselheiros vitalícios, elaborar e implementar novo estatuto.
    - e, antes que alguém tenha a ideia de recontratar, quero lembrar o seguinte: O grande executivo e mentor do processo de transformação do Flamengo foi o Sr. Bandeira de Mello. O Sr. Fred Luz foi coadjuvante nesse processo.
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    Carlos 10141 comentários

    22º. @carlos.tadeu.stoduto em

    Intervenção federal e fiscal no clube...

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    Luiz 111335 comentários

    21º. @luiz.fernando.balest em

    Remunerar b, aí já é demais!

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    Luiz 111335 comentários

    20º. @luiz.fernando.balest em

    Vai Corinthians!