O Mundial de Clubes para o Corinthians já começou
Opinião de Felipe Sales
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Jogadoras do Corinthians após título da Libertadores Feminina
Foto: Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians
A temporada de 2025 das Brabas está chegando à reta final. Ainda há a disputa pelo título do Campeonato Paulista, competição na qual a equipe já garantiu vaga nas semifinais com quatro rodadas de antecedência e agora busca assegurar a liderança da fase classificatória.
Encerrar 2025 com mais uma taça seria coroar um ano histórico. Apesar de algumas derrotas fora dos planos, o ano foi extremamente positivo, considerando especialmente a grande reformulação feita no início da temporada. Foram dez reforços, diversas despedidas e um processo de reconstrução, e mesmo assim, os resultados vieram.
O Corinthians conquistou o hexa da Libertadores Feminina e garantiu vaga na primeira edição da Copa das Campeãs, uma espécie de Mundial de Clubes feminino. Além disso, levantou novamente a taça do Brasileirão. É claro que a derrota na final da Supercopa e a eliminação para o mesmo São Paulo na Copa do Brasil não estavam no roteiro ideal, mas é justamente das quedas que se constroem novos passos.
Como antecipado nesta semana pelo Meu Timão, esse novo ciclo tem um objetivo muito claro: conquistar o título mundial. O clube do Parque São Jorge terá pela frente a semifinal contra o Gotham FC, dos Estados Unidos, e uma eventual final diante do Arsenal, da Inglaterra, uma das potências da modalidade. Esse cenário exige um elenco ainda mais qualificado.
O primeiro passo já foi dado e passa pela manutenção de Lucas Piccinato, que caminha para renovar seu contrato até 2028, já que o atual vínculo se encerra em dezembro.
No elenco, 11 jogadoras estarão sem contrato ao fim do ano: Mariza, Tamires, Gi Fernandes, Nicole Ramos, Lelê, Kemelli, Gabi Zanotti, Erika, Eudimilla, Paulinha e Letícia Santos. Dentre elas, há casos prioritários para renovação, como Nicole Ramos, Mariza e Gabi Zanotti, peças fundamentais da engrenagem corinthiana — a goleira, inclusive, já negocia um novo vínculo.
Outras atletas também merecem continuidade, como Erika e Gi Fernandes. Já o caso de Tamires é mais delicado. Apesar da idolatria e referência, a lateral vem sentindo os efeitos físicos e técnicos da idade, mas sua liderança ainda é valiosa, mantê-la por ao menos mais uma temporada faz sentido.
Na posição de goleira, a situação de Lelê precisa ser observada com atenção, especialmente após a lesão de Nicole. Com o Mundial marcado para janeiro, ter uma arqueira confiável será determinante. Lelê tem qualidade, mas a condição física deixa dúvidas para o futuro.
Por fim, para Kemelli, Paulinha, Letícia Santos e Eudimilla, o sentimento é de fim de ciclo. Jogadoras que foram importantes, mas o sentimento é de despedida. No caso específico de Letícia, ela não conseguiu engatar uma sequência por lesões, além disso, a ascensão de Gi Fernandes freou ainda mais duas oportunidades.
Estamos em outubro de 2025, mas todos os olhos já estão voltados para janeiro de 2026 e a estreia na Copa das Campeãs, que será realizada em Londres, na Inglaterra.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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