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O Corinthians tem a 'arma' que fez o Palmeiras ganhar a Libertadores
Luis Fabiani

Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Há três anos, acompanhando a base do Corinthians diariamente pelo Meu Timão.

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O Corinthians tem a 'arma' que fez o Palmeiras ganhar a Libertadores

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O Corinthians tem a arma que fez o Palmeiras ganhar a Libertadores

Xavier e Patrick de Paula subiram ao profissional no mesmo ano

Foto: Montagem/Meu Timão

O Palmeiras mereceu ganhar a Libertadores. Eu sei que dói afirmar, mas precisamos ser analistas a ponto de ver o que podemos aprender com o título do rival. Uma conquista dessa magnitude vai muito além de mera sorte ou acaso. É trabalho, que quando bem feito, hora ou outra irá gerar bons frutos. Era óbvio, há anos, que o fatídico sábado, para nós, corinthianos, viria a chegar em algum momento.

E só era óbvio, por quê é algo que vem de anos. Em 2015, num cenário em que o Palmeiras era inferior financeiramente e futebolísticamente aos outros times do estado, começou um investimento que se pagou no Maracanã, às 17h do dia 30/01/2021.

Entre 2017 e 2019, sob a gestão de Maurício Galiotte, foram investidos R$ 90 milhões no centro de formação de atletas. No mandato anterior, com Paulo Nobre, quando se iniciou a reformulação na base, o valor foi de cerca de R$ 60 milhões. No total, R$ 150 milhões investidos nas categorias inferiores nos últimos dois mandatos. Além do valor considerável, há de se ressaltar a contratação de profissionais competentes, como João Paulo Sampaio, atual coordenador geral das categorias de base do clube. Não houve cargo direcionado a ex-jogadores, como no Corinthians.

Portanto, não é do dia pra noite que se forma um Gabriel Menino, um Danilo, um Patrick de Paula ou um Gabriel Verón. Foi necessária uma mudança enorme na forma de gestão do clube para se colher os frutos com um título continental. E além disso, uma enorme mudança na cultura do clube. Nos próximos anos, o Palmeiras pode se tornar um clube formador de atletas, como é o Santos, há muito tempo. A torcida passa a se acostumar com a utilização de jovens formados no clube, e não vê mais brilho na contratação de medalhões, como muito fez até 2019.

E é duro dizer que há mais talento no Palmeiras que no Corinthians. No Brasileirão sub-20, por exemplo, o Timão ficou melhor colocado que seu arquirrival. E competiu diretamente na briga pelo título paulista de mesma categoria. Ainda assim, não há qualquer expectativa de vermos nossos ótimos valores protagonizando um título profissional do Corinthians no próximo ano. Seja pelo amadorismo do departamento, ou pela falta de costume da torcida do Corinthians de ver a base formar bons coadjuvantes.

Portanto, não é só necessário maior investimento, mas uma mudança cultural do Corinthians. Precisamos parar de descartar rapidamente quem vêm das categorias de base do clube, como alguns fazem com Lucas Piton. Na minha opinião, embora oscile (o que é normal), é o melhor lateral-esquerdo sub-21 do país.

Hoje, com o perdão pela péssima metáfora, a base do Corinthians é algo como uma metralhadora de difícil manuseio. Você sabe do poder que tem, mas não sabe utilizá-la. Assim, seu produto deixa de ser um investimento e vira um mero gasto.

Com estrutura, respaldo, e paciência, a categoria da base vira uma arma de enorme potencial. E o Corinthians dá sinais de que pode rumar para o caminho certo. A construção do CT da base é um passo gigante para que o Timão comece a se planejar melhor a longo prazo.

E antes que eu me esqueça: vamos, Bayern. Por favor.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Luis Fabiani

Setorista do Corinthians na Rádio Bandeirantes e comentarista no Meu Timão.

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