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Corinthians e seus inimigos trajados de bons-moços
Ana Paula Araújo

Engenheira de formação, mas corinthiana de alma. Deixei a profissão para fazer parte dessa família desde 2013.

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Corinthians e seus inimigos trajados de bons-moços

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Corinthians e seus inimigos trajados de bons-moços

Corinthians contratou Memphis Depay para o ataque

Foto: Divulgação/ Corinthians

No dia 1 de setembro de 1910, um grupo de operários desafiava o sistema ao fundar um clube de futebol. Esses homens de origem humilde se inspiraram na passagem do Corinthian Football Club, que visitava o Brasil, e nomearam o Sport Club Corinthians Paulista.

Numa época em que o futebol era uma atividade de elite, o povão achou um jeito de adentrar nesse meio e torná-lo ainda mais acessível. À medida em que a popularidade do Corinthians alcançava mais e mais pessoas, o futebol estrapolou as barreiras socais e foi se tornando aos poucos não só um esporte, mas um ato de apelo cultural, uma marca, um desabafo, um refúgio, uma "última saída".

Começando com pobres, aceitando negros e mulheres, hoje é, muita vezes, a única chance de gente sem dinheiro e humilde. É a salvação de pessoas que foram esmagadas pelo sistema.

Desde então, esse movimento tem abraçado gente de todo lugar, de toda raça, cor, credo, sexo e gostos. Dos gols às produções musicais, das ruas ao mais belos estádios, das bolas de capotão às batizadas para os eventos de maior repercussão mundial. O futebol é algo que nunca se imaginou um dia. E o Corinthians fez parte dessa moldagem. Me orgulho de saber disso.

Eis que, em pleno 2024, a "elite" atual tenta esmagar o Corinthians. Frear o direito da sua torcida de comemorar uma contratação que pode mudar o patamar do clube.

Observem que foi só Timão acertar com Memphis Depay que as declarações sobre o tal do fair play financeiro se tornaram mais recorrentes. A própria presidente do Palmeiras, Leila Pereira, disparou indiretas sobre o assunto.

"Teria que ser implementado o fair play financeiro. Isso é para a saúde do futebol brasileiro. O presidente tinha que ser responsabilizado pessoalmente pelos desmandos dentro do clube", disse a presidente em entrevista ao podcast Flávio Prado Entre Amigos.

Onde estava o fair play financeiro quando era o Palmeiras que passava por uma situação crítica e ainda trazia ídolo de volta onerando sua folha salarial? E quando o Grêmio trouxe o Suaréz? Foi preciso entrar um investidor de peso para tirar o Palmeiras da lama, desculpem o trocadilho.

E muito me admira ela vir falar isso, já que o Juventude ameçou processar o clube, ainda esse ano,a por falta de repasse do percentual do valor da venda do jogador Kauan Santos. Ora, ora, isso não me cheira bem, desculpem mais esse trocadilho.

É fácil falar sobre fair play financeiro quando é o Corinthians que inicia a jornada de sair do buraco. Polarizar o esporte é bem a cara da elite, mas o nosso clube já passou por isso e sabe bem lidar com opressores.

Não quer dizer, porém, que não deva haver responsabilidade financeira por parte do Corinthians. Foi isso que afundou o clube e trouxe ele para onde está agora. Mas Memphis Depay, vejam, é um contração midiática e de peso, tal qual foi estabelecida lá na parceria com a Esportes da Sorte, patrocinadora máster do Timão.

Ícaro Quinteiro, COO da empresa, disse na época que o acordo entre as partes previa uma verba para a chegada de um jogador.

"Sobre contratação, é um alinhamento que temos. Existe um acordo para que aconteça, mas isso fica para o Departamento de Futebol do clube nos trazer e conversarmos em conjunto", falou o representante da Esportes da Sorte.

Além disso, Depay tem nome, história e engajamento suficientes para trazer grana para o cofre do Corinthians não só por meio de venda de camisas, como também de ítens e adereços que o próprio jogador pode trajar.

Lembram do chapéu usado pelo Garro? Esgotou muito rápido. É só saber aproveitar o hype.

O Corinthians desde sempre quebrou paradigmas e se pôs contra a opressão da elite, mas em pleno século XXI precisa lidar com o modus operandi canalha de quem tenta polarizar o esporte e escantear o povo. É o peso de ser o clube de maior visibilidade do país, o mais acompanhando, o que mais dá engajamento e o que, toda vez que se organizou, dominou o mundo.

Aquele que foi criado para o povo, vai sermpre saber se defender de quem quer usurpar seus direitos.

Aqui não! Aqui é Corinthians!

Veja mais em: Memphis Depay.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Ana Paula Araújo

Torcedora fiel e Coordenadora de Comunidade no Meu Timão desde 2013. Unindo paixão e trabalho há mais de dez anos!

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