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Estão banalizando o 'estilo Corinthians'
Juliano Barreto

Jornalista, biógrafo, maloqueiro e sofredor. Entrar no Pacaembu para assistir Corinthians x Novorizontino no Paulista de 93 mudou sua vida para sempre.

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Estão banalizando o 'estilo Corinthians'

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Estão banalizando o estilo Corinthians

Fabinho fez a jogada que acabou em gol de Tupãzinho

Foto: Arquivo Placar

Há tempos o tal do “jeito Corinthians” faz parte da mitologia alvinegra, e o que isso significa pode variar bastante de torcedor para torcedor, de geração para geração. Na minha opinião, tem a ver com a determinação, coragem, e força para superar obstáculos que parecem insuperáveis. Mas você já reparou como, de uns anos para cá, essa ideia tem sido deturpada e banalizada?

Ganhar “do jeito que o corinthiano gosta” não tem nada a ver com complicar jogos teoricamente fáceis. O “sofrimento” que é exaltado pela torcida é sobre resiliência. É sobre aguentar o tranco e seguir de cabeça erguida até conquistar o objetivo. O motivo de dizer “Graças a Deus” por ser maloqueiro, corinthiano e sofredor vai por aí. Reverter um cenário que está totalmente contra você na base da fibra. É o mais fraco surpreendentemente vencendo o mais forte.

Muito legal, muito bonito, mas não pode ser usado para justificar incompetência e soberba. Tem sido cada vez mais normal ouvir de jogadores, dirigentes e de parte da torcida que tal vitória foi “no estilo Corinthians” quando na verdade não rolou nada digno de palmas. Soa como acobertar performances fracas usando a paixão da torcida como desculpa.

Segundo o site Transfermarkt, o valor combinado de todos os atletas do Universidad Central da Venezuela é de 5.8 milhões de euros. Isso é um terço do que valeria o Yuri Alberto sozinho. Usando as estimativas do mesmo site, o elenco do Corinthians combinado valeria mais de 110 milhões de euros. Isso sem falar de salários, estrutura para treinar, estrutura para jogar, etc.

Futebol não é basquete, onde o “time melhor” ganha do “time pior” nove vezes em dez jogos, mas mesmo assim não dá para dizer que um leão matando uma gazela é um exemplo de superação, raça, e fibra do predador. É até constrangedor ver o mais forte contando vantagem por ter batido no mais fraco. E para não ficar apenas no exemplo do jogo mais recente, vale lembrar as campanhas recentes do Corinthians na Copa do Brasil.

Aos trancos e barrancos, com atletas sem receber salários e empresários tirando jogadores do time no meio das competições, o Corinthians chegou longe e quase beliscou um título. Agora, dá para dizer que ganhar no sufoco do América-MG ou do Juventude é ganhar no "estilo Corinthians"?

Cada torcedor pode ter seu próprio conceito sobre o que é “o jeito Corinthians”, mas para mim, definitivamente a identidade do clube não foi forjada com vitórias suadas contra times insignificantes.

Muito pelo contrário. Penso que as vitórias “no estilo Corinthians” são aquelas conquistadas no limite, contra os adversários dados como francos favoritos. São campanhas, não só jogos, que terminam com títulos improváveis.

É o time do Neto e Tupãzinho derrotando o poderoso São Paulo do Telê Santana em pleno Morumbi em 1990.

É o time cheio de moleques em 1995 ganhando do Palmeiras-Parmalat e do Grêmio do Felipão no mesmo ano.

Pode também ser o time que ganhou o Paulista em 2001, com direito a dez vitórias seguidas e aquele gol do Ricardinho no último segundo contra o Santos.

Enfim, não faltam exemplos antigos ou recentes, como os títulos do time chamado de “quarta força” de 2017 ainda estão frescos na memória.

Misturar essa história com jogos como esse contra os venezuelanos é como colocar a vitória contra o Cianorte na mesma prateleira do triunfo contra o Chelsea. É bom ganhar de qualquer jeito, porque no final das contas é isso que importa. Só não venham me falar que isso é o “estilo Corinthians”.

Veja mais em: Libertadores da América.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Juliano Barreto

Jornalista, biógrafo, maloqueiro e sofredor. Entrar no Pacaembu para assistir Corinthians x Novorizontino no Paulista de 93 mudou sua vida para sempre.

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    @walter.viviani.pires em

    De alguns anos pra cá o estilo Corinthians é isso ai sofre pra ganhar de qualquer time fraco

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    Guilherme 2677 comentários

    @guilherme-de-brito-1 em

    Esse argumento de "se não for sofrido, não é Corinthians" tem me deixado cada vez mais pu**. Uma coisa é você empatar com um golaço de falta na casa do rival com 2 jogadores a menos e com seu goleiro sendo o zagueiro. Outra coisa é você vencer no sufoco um time semi-amador da Venezuela dentro de casa.

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    40º. @juliane-bauer18 em

    Concordo com você

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    39º. @loucorouco em

    Infelizmente é.isso.

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    38º. @alex-cardoso-da-silv em

    Se o time aqui do bairro com vários cachaceiros que jogam por diversão, jogasse contra esse time do Corinthians e o Corinthians ganhasse por 1x0 ou 2x1 no sufoco iria aparecer um monte de torcedor aplaudindo pois ganhamos na raça e blá-blá-blá. Essa é a sensação que eu tenho. O torcedor Corinthiano perdeu a vergonha na cara.

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    Affonso 1922 comentários

    37º. @affonso.holanda em

    Antes de mais nada, que bela fotografia hein? Para em seguida eu lhe falar o seguinte, pelos exemplos que você citou você deve ser bastante jovem ainda e portanto não conhece a história do Corinthians. Esse espírito brigador, lutador com que o Corinthians é conhecido foi forjado em jogos contra qualquer adversário, fosse um pequeno do interior ou um grande europeu (no passado havia muitos confrontos com times estrangeiros, se você não sabe). Então amigo ficar selecionando adversário pra dizer se um jogo foi vencido na fibra, na luta que caracteriza nosso time, é uma coisa meio relativa e não cabe nem a você nem a ninguém fazer essa seleção. Você não é o primeiro a fazer esse abordagem, de repente parece que passou a incomodar as explosões de alegria de nossa torcida em vitórias no apagar das luzes, em classificações que já pareciam que iam escapar. E o pior, tá gerando incômodo em torcedores corintianos.

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    Marcos 32251 comentários

    36º. @marcos.marinho3 em

    Sim, no final da temporada/24, veio a empolgação, agora estamos vendo outra realidade mas, temos esperança que melhore a confiança.