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O que o Bidon vai ser quando crescer?
Juliano Barreto

Jornalista, biógrafo, maloqueiro e sofredor. Entrar no Pacaembu para assistir Corinthians x Novorizontino no Paulista de 93 mudou sua vida para sempre.

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O que o Bidon vai ser quando crescer?

Breno Bidon com a bola contra o Vasco

Foto: Rodrigo Coca / Ag.Corinthians

Até o comecinho da década de 2000, a tradição da molecada apaixonada pelo Coringão era acordar cedo no dia seguinte aos jogos decisivos e correr para a banca de jornal. Garantir as edições da Folha de S.Paulo, do Jornal da Tarde, da Gazeta Esportiva e, mais tarde, do Diário Lance!, era a melhor maneira de guardar “oficialmente” na memória os gols de um título.

Haja fichário e pasta para guardar os pôsteres com aquelas fotos clássicas do time posando junto antes do jogo, as tabelas com as estatísticas, as entrevistas, as provocações, enfim, os jornais paulistas faziam muito bem essa função de eternizar jogos, jogadores e taças.

Depois da conquista da Copa do Brasil de 2025, me arrisco a dizer, ninguém correu para banca nenhuma. Muito menos a molecada. A nova tradição são os memes em grupos de WhatsApp, os “cortes” e montagens no Instagram e TikTok, e muitos “podcasts” no YouTube, no Spotify. Apesar da invasão desses nomes em inglês e da natureza descartável do que chamam de “conteúdo”, o sentimento parece ter se mantido o mesmo entre torcida e jogadores: “Vamos lembrar desse dia para o resto das nossas vidas”.

Ao ver as décadas passando, fui descobrindo que não é bem assim. Muitos comentaristas e jogadores disseram que o título da Copa do Brasil no Maracanã marcou o nome de Breno Bidon para sempre na história do Corinthians. Claro que aquele drible que só dá certo a cada 15 anos fica impresso na nossa memória. Claro que por muito tempo a gente vai conseguir escalar aquele time do goleiro ao atacante. Sabemos, porém, que muitos e muitos jogadores tiveram esses momentos históricos e depois não conseguiram responder à expectativa gigantesca que criaram.

Em 1995, 2002 e 2009, o Corinthians também venceu o torneio com elencos recheados de jogadores promissores da base. Mas pergunte para quem tem menos de trinta se o nome do zagueiro André Santos está na memória. Pergunte quem foi o volante Fabrício, que posição jogava o Pingo, ou mesmo se eles sabem que Boquita e Felipe Sacomã também têm lugar no panteão dos campeões alvinegros.

Não estou comparando o futebol desses caras com o do Breno Bidon. O garoto que ganhou a camisa 7 em 2026 pode chegar muito mais longe que todos esses caras juntos. Pode também fracassar em menos de um ano e virar um fantasma do futebol, como infelizmente rolou com Gabriel Moscardo, Du Queiroz, Marciel e tantos outros.

Resumindo: a jogada do Bidon e, principalmente, o título que ele ajudou a conquistar, não são garantia de que tudo na carreira dele será divino e maravilhoso. Talento ele prova que tem desde a temporada de 2024, quando assumiu a titularidade e foi peça vital na arrancada das nove vitórias seguidas no Brasileirão. Versatilidade ele também demonstrou durante 2025, atuando tanto como meia-armador quanto volante marcador. E mostrou raça, mostrou categoria, mostrou um monte de coisa - nem todas boas.

Quando a coisa estava mais feia na temporada passada, Bidon deixou claro que não está pronto para liderar um time, que oscila demais quando joga contra adversários mais qualificados, que cai em provocações dos rivais e, apesar de se sair bem mais vezes do que se sair mal na hora da catimba, toma cartões bobos que atrapalham o time na sequência das partidas e dos campeonatos. Pior que isso, a mania de bater boca e ficar em empurra-empurra dá motivo para a já patética arbitragem deixar Bidon apanhar o jogo todo sem punir os adversários. Na lógica dos despreparados, quem toma porrada e revida merece a mesma punição do agressor.

Tenho muita curiosidade de saber o que o Breno Bidon vai ser quando crescer.

Se continuar mais algumas temporadas no Corinthians e se aprimorar física e taticamente, capaz de o “moleque” ser jogador de Copa do Mundo, daqueles que fazem história com camisas importantes na Europa. Há também grandes chances de ele sair correndo para a primeira proposta da Rússia ou cair em alguma roubada, tipo ir para o Real pensando que vai jogar com o Mbappé e terminar sendo emprestado para jogar em algum timeco de Portugal antes mesmo de estrear.

Por mais que tenha talento e certa experiência, esse próximo passo pode ser o mais importante de sua carreira. Ir para time grande nem sempre é certeza de ter minutagem, ir para equipes emergentes (como são Girona, Nottingham Forest, ou Napoli ultimamente), nem sempre é certeza de desenvolvimento e sucesso. Espero que tudo aconteça no tempo certo, para ele e para nós, torcedores. Que Bidon mantenha a humildade, se desenvolva ainda mais no Coringão e decida sair no momento exato, assim como no drible que “entrou para a história”.

Veja mais em: Breno Bidon e Gabriel Moscardo.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Juliano Barreto

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    @robson.tomazetti em

    Futebol é foda mesmo até antes do jogo do Vasco um monte de gente da imprensa dizendo que o moleque era bagre, bastou um dible na final e tá parecendo que estão falando do Zidane, que bom pelo menos valoriza para uma futura boa venda, lembrando que se vender pra qualquer time brasileiro será reforçar o adversário

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    @tadeu.gilberto.anton em

    Bidon começou a melhorar quando mudou um hábito pelo qual era criticado; só tocar a bola pra trás. Quando começou a girar pra frente, tocar bola pra frente deu no que é agora, só falta melhorar os chutes de fora da área

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    34º. @helvio.freitas.pissu em

    Ao instalar a dúvida sobre o futuro de Breno Bidon admitindo possa sucumbir sem galgar o estrelato. Me parece, demonstra o articulista estar totalmente desfalcado dos dons de Pitonisa. Na verdade, desconsidera o fator essencial. Bidon já é um craque e já cresceu!

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    33º. @humberto.gustavo em

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    32º. @joao-a-de-morais em

    Bidon, e um jogador mediano. Não é craque. Acho que se o Corinthians conseguir proposta de 20 milhões de euros deve vender correndo, e agradecer a Deus. No mercado interno jamais o Corinthians conseguirá a metade disso. Vou além, deviam tentar uma troca por cebolinha e Alan, e pedir 10 milhões de euros de volta. Acho que seria um excelente negócio p o Corinthians.

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    31º. @filipe-rodrigues1 em

    Ele melhorou pq ele entendeu que ele é o melhor jogador do elenco em quisito classe.
    Ele entendeu que ele é fundamental no elenco, que o elenco precisa dele bem, antes creio que na cabeça dele, ele era apenas um reserva do "garro".
    Mas ele é muito mais além e vai continuar evoluindo, não tenho duvidas

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    Carlos 1619 comentários

    30º. @carlos.almir.souza.c em

    Essa derrota e do Dorival, caca e fraco, como beque, tirou tchoca que e melhor.Derota e para o Dorival sic.