O Corinthians pode ver Gabriel Pereira jogar em um rival. E consertar custa caro

Luis Fabiani

Estudante de Jornalismo no Mackenzie. Desde janeiro de 2020, estagiário do Meu Timão. Estou também diariamente na Rádio Mackenzie.

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O Corinthians pode ver Gabriel Pereira jogar em um rival. E consertar custa caro

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O Corinthians pode ver Gabriel Pereira jogar em um rival. E consertar custa caro

Gabriel Pereira em ação contra o Palmeiras

Foto: Agência Corinthians

Renovando ou não, por dez reais ou um milhão mensais, ao meu ver, o Corinthians já errou com Gabriel Pereira - agora livre para assinar um pré-contrato com qualquer equipe do mundo, e deixar o Corinthians sem que caia um tostão nos cofres do Parque São Jorge. Um erro amador, digno de colocar em cheque pontos positivos da gestão Duílio Monteiro Alves em 2021. É o contra-argumento necessário para rebater qualquer um que veja o Corinthians como um clube que soube olhar para a base neste ano.

O erro, na verdade, não é uma novidade dos dias atuais. Na necessidade de um jogador de beirada, Gabriel Pereira foi promovido ao profissional ainda na "era Tiago Nunes", sem receber nenhuma oportunidade como titular. Com Coelho e Vagner Mancini, foi apenas opção de banco em um setor povoado de jogadores no nível técnico de Otero, Léo Natel, Ramiro, Everaldo e Jonathan Cafu.

Fato é que, sumido ou não, Gabriel Pereira nunca deixou de ser um jogador promissor. Não foi agora, em sua primeira sequência como titular, que se tornou um aspirante ao futebol de elite. Desde sempre foi capaz de despertar a atenção de quem o acompanhou. Não à toa, foi o melhor jogador do Corinthians na última Copa São Paulo que disputou.

O atual vínculo do "GP" com o Corinthians foi publicado na Federação Paulista de Futebol em maio de 2019, cerca de um ano antes de ter sua primeira grande aparição pública, na Copinha de 2020. Ou seja, o clube profissionalizou o jogador, expôs ao cenário nacional, o transformou no grande nome do time principal, e não tem garantias de que terá o atleta por muito tempo. A renovação não tinha que ser debatida agora, mas sim há muitos meses. E este é o grande erro que apontei no primeiro parágrafo.

O debate nesse momento não tinha que ser se o GP merece ganhar X reais por mês. A culpa não é dele, ou de seu empresário. Mas o clube agora se vê em uma sinuca de bico, já que valorizou o atleta a ponto de talvez não conseguir arcar com os vencimentos que merece. O dedo há de ser apontado à diretoria, que deixou um assunto importantíssimo para ser resolvido de última hora.

Fato é que o Corinthians pode estar em um leilão pela permanência de seu (talvez?) atleta mais valioso. Hoje, se qualquer outro clube quiser contratar o jogador, uma assinatura estaria tão próxima quanto sua permanência no Parque São Jorge. E convenhamos, uma disputa financeira com Flamengo, Palmeiras, ou qualquer europeu de médio porte, colocaria a equipe alvinegra em segundo plano.

O erro, como disse no começo, já se consolidou, e independe do desfecho dessa situação estranha envolvendo o clube e o jogador. O Corinthians deixou para resolver em cima da hora algo que deveria ter sido pensado há meses, e se colocou no risco de enviar uma promessa a um rival regional.

Veja mais em: Mercado da bola e Gabriel Pereira.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

Coluna do Luis Fabiani

Por Luis Fabiani

Estudante de Jornalismo no Mackenzie e entusiasta das categorias de base do Corinthians. Desde 2020, estagiário do Meu Timão.

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